voltar Empresas recebem apoio para desenvolvimento de tecnologias com aplicações espaciais

FAPESP e Finep apoiarão 15 projetos de pesquisa relacionadas a instrumentos embarcados em satélites, eletrônica e óptica espacial, entre outros

Nos últimos anos, o Brasil avançou a passos largos no desenvolvimento de tecnologias de imageamento aeroespacial, produzindo em território nacional equipamentos capazes de fazer imagens com alta resolução a até 780 km de altitude – como se fosse possível enxergar, desde São Carlos, no interior paulista, um ônibus trafegando por Brasília (DF).

Agora, com o apoio da FAPESP e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), pesquisadores e empreendedores que atuam no Estado de São Paulo se preparam para realizar pesquisas que podem ampliar ainda mais a capacidade aeroespacial do país.

Quinze projetos de dez empresas – sediadas no Estado de São Paulo, constituídas a, no mínimo, 12 meses antes do lançamento do edital e com até 250 empregados – foram selecionadas na chamada pública do Programa PIPE/PAPPE Subvenção – uma parceria entre a FAPESP e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

As propostas buscaram responder a desafios tecnológicos nas áreas de instrumentos embarcados da missão Equars, satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para estudo da atmosfera equatorial; eletrônica e óptica espacial; propulsão; transponder digital e antena; suprimento de energia; integração de sistemas; e controle de atitude e órbita.

Uma das empresas foi a Opto Tecnologia Optrônica Ltda., divisão de produtos destinados ao espaço e a defesa originalmente do Grupo Opto Eletrônica S/A e adquirida recentemente pela Akaer Engenharia S/A. Instalada em São Carlos, a Opto desenvolve produtos que combinam óptica, tecnologia laser, eletrônica e mecânica de precisão para aplicações médicas, industriais, aeroespaciais e de defesa.

A empresa teve três projetos selecionados.Todos têm como objetivo evoluir as câmeras embarcadas em satélites brasileiros, que utilizam atualmente sistemas ópticos do tipo refrativo, compostos apenas por lentes.

“Os projetos da Opto que serão financiados pela FAPESP e pela Finep visam desenvolver tecnologia genuinamente brasileira para atender, entre outras, as demandas do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (Pese) do Brasil. O apoio ao desenvolvimento desse tipo de tecnologia é de fundamental importância por viabilizar uma tecnologia nacional que contribui para diminuir os riscos tecnológicos presentes nessas missões”, diz Henrique Cunha Pazelli, responsável por uma das três propostas da empresa que foram selecionadas.

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